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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Florianópolis – Passeio de barco para a Ilha do Campeche

7 de maio de 2013, por Marcelle Ribeiro

A água super transparente e azul da Ilha do Campeche, em Florianópolis, me ganhou antes mesmo de eu chegar lá. Vendo fotos para escolher os lugares que visitaríamos, eu decidi que tinha que conhecer esse pedacinho de paraíso. E foi para a Ilha do Campeche que fomos no nosso segundo dia de viagem em Florianópolis. O sol estava lindo e resolvemos aproveitar para fazer um passeio de barco até lá.

 

Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Olha como a água é transparente na Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Olha como a água é transparente na Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

A Ilha de Campeche fica em frente a uma praia de Florianópolis (que também é uma ilha) chamada Campeche, na região sul. Apenas uma pequena praia da Ilha de Campeche pode ser visitada, pois a ilha é um local de preservação da natureza. Apenas nesta praia é que os barcos de passeio param. Ao longo da faixa de areia de cerca de 1 km, há apenas dois restaurantes com mesinhas e alguns guarda-sóis e um quiosque onde guias credenciados oferecem passeios como trilhas (algumas curtas, de 1h de duração) e mergulhos na região.

E na ilha você vai conhecer os “donos do pedaço”: os quatis, bichinhos danados que roubam comida, câmera, bolsa ou o que mais você deixar dando sopa na areia. Nós vimos uns bem gordinhos, em cima da mesa de um dos restaurantes, comendo o resto da comida dos clientes. Mas eles pareceram tranquilos.

Ilha do Campeche. Foto Marcelle Ribeiro

Ilha do Campeche. Foto Marcelle Ribeiro

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Quatis na Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Quatis na Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Para chegar à Ilha do Campeche, você deve pegar um barco. Há agências de turismo que oferecem passeios de barco para lá com comida incluída e até outras atrações no mesmo dia, mas você pode ir para lá pagando menos sem abrir mão da segurança se pegar um barco na associação de pescadores da praia de Armação.

Para deixar tudo explicadinho: barcos saem para a Ilha de Campeche de três pontos de Floripa. Da praia de Barra da Lagoa saem barcos de agências de turismo (que o seu hotel certamente vai indicar a você), mas eles levam 1h30 para chegar à Ilha de Campeche (e 1h30 para voltar) e o passeio vai custar mais caro. Da praia de Campeche normalmente saem barcos na alta temporada (dezembro a fevereiro), que chegam à Ilha de Campeche em 10 minutos. Mas pelo que eu entendi, são quase botes com motor. Quando estive lá em Floripa, em março, nós ligamos para associação de barqueiros da praia de Campeche (telefone: 48-3338-3160 / 8424-3232 / 9903-8298), mas eles disseram que ainda não haviam decidido se haveria barcos para a ilha de Campeche naquele dia, devido às condições do mar e do vento.

E por fim, barcos para a Ilha de Campeche partem da praia de Armação, de um píer da associação de pescadores de lá. E foi lá que pegamos o barco para a ilha. O trajeto praia da Armação-Ilha de Campeche é feito em cerca de 40 minutos em barcos que cabem umas 15 pessoas, com motor e colete salva-vidas para todo mundo. E há muitos horários de partida mesmo fora da alta temporada.

Nós ligamos para a associação de pescadores da praia da Armação (telefone: 48- 3338-9470 / 8481-9930 / 8430-4097 / 8487-4521) antes de sair do hotel e nos falaram que bastava chegar lá na associação, pagar e pegar o barco no píer. E foi o que fizemos e deu super certo. Por volta das 10h, depois de pagar o bilhete (que custa R$ 50 por pessoa, preço de ida + volta), entramos na fila para entrar nos barcos. Um funcionário da associação vai colocando as pessoas nos barcos organizadamente, por ordem de chegada e em 20 minutos a gente já estava acomodado e seguindo para a ilha de Campeche. Na prática, não dá para escolher em que barco você vai, você pega o que “estiver na vez”.

Os barcos partem da praia de Armação das 8h às 14h. Mas fique atento: a ilha só pode ser visitada por 480 pessoas por dia. Em alta temporada, é aconselhável não deixar para ir para lá muito no final da manhã, para evitar a chance de o limite diário de visitantes já ter se esgotado.

O barco balança um pouco no trajeto, mas não foi nada que me fizesse enjoar. Achei super tranquilo o percurso. Pena que na Ilha de Campeche não tem píer, então todo mundo tem que esperar o barco encostar na areia para descer.

Fachada da associação de pescadores da praia da Armação. Foto: Marcelle Ribeiro

Fachada da associação de pescadores da praia da Armação. Foto: Marcelle Ribeiro

Píer da praia de Armação onde você pega o barco para a Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Píer da praia de Armação onde você pega o barco para a Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

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Os barcos que vão da praia da Armação para a Ilha do Campeche são como esse. Foto: Marcelle Ribeiro

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Passageiros de colete e pescador em pé no barco a caminho da Ilha de Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Os visitantes têm que voltar no mesmo barco em que chegaram à ilha (as embarcações ficam lá esperando). Na hora em que você embarcar, o barqueiro vai te dizer o nome do barco e o horário em que ele vai sair da Ilha de Campeche. Todos os barqueiros te darão 4 horas para aproveitar a ilha.

E 4 horas é mais do que suficiente para conhecer o local. Na verdade, eu achei até tempo demais, pois a faixa de areia é pequena e nós não queríamos almoçar nos restaurantes da ilha. Decidimos ficar tomando sol na areia e achamos uma sombra debaixo de umas árvores de frente pro mar. Como eu havia lido que tudo era caro nos restaurantes da ilha, preferimos levar o nosso lanche. Mas depois, quando caminhamos um pouco para ver como era o esquema dos restaurantes, é que percebi que poderíamos ter ficado sentados numas mesinhas com guarda-sol pagando apenas o que consumíssemos (nem que fosse apenas uma água mineral).

Os preços dos petiscos nos restaurantes não eram proibitivos como eu pensava. No Bar e Restaurante Bacalhau, a porção de batata frita custava R$ 12, a de isca de frango saía a R$ 25 e a lata de cerveja custava R$ 4. Havia “prato feito” com peixe ou frango a R$ 20 e uma “sequência de camarão” (que incluía peixe e camarão frito, arroz, fritas e salada) para 4 pessoas por R$ 200.

No Restaurante da Ilha, a cerveja custava R$ 4, o “prato feito” saía a R$ 18, a batata frita a R$ 13, e as porções de peixe frito para duas pessoas começavam em R$ 25.

Nós tomamos apenas um refrigerante no Restaurante do Bacalhau e, por isso não sei se a comida demora ou é boa. Mas os dois restaurantes são super simples, ok? Não espere luxos.

Restaurante da Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

Restaurante da Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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