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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Bariloche – Esqui e passeio de barco no lago Nahuel Huapi

12 de março de 2011, por Marcelle Ribeiro

No dia reservado ao esqui, fomos para o Cerro Catedral, um dos mais famosos de lá. No Cerro eles têm instrutores que vão te ensinar a esquiar pelo menos o básico para o primeiro dia. Dá para escolher entre um instrutor para um grupo de 20, 30 pessoas, ou um instrutor só para seu grupo. Nós ficamos com  a segunda opção, um instrutor para nós duas. Era mais caro, mas achamos que valeu a pena. As botas de esqui você aluga lá, porque elas só servem para esqui, não dá para andar com elas.

Esquiando no Cerro Catedral

Eu tinha mais vontade de aprender a andar de snowboard (aqueles skates de neve) do que de esqui, mas como dizem que é mais fácil aprender a andar de esqui do que de snowboard, fomos de esqui. A aula de esqui é numa área com uma inclinação na montanha bem leve, não é aquela coisa de “descer a montanha enlouquecidamente”. Depois, se você quiser, sobe para outro estágio da montanha (eles meio que dividem os estágios em nível de dificuldade). Como eu sou medrosa e não estava a fim de pagar para subir e chegar lá e amarelar, fiquei na parte mais baixa mesmo.

O problema é que depois de vários tombos engraçados (sim, a bunda dói), eu resolvi me arriscar um pouco e caí toda desajeitada. O resultado é que saí de lá com o joelho doendo pacas. Por isso, se você vai esquiar, nem que seja de brincadeira, por um dia, tente praticar exercícios pelo menos um mês antes de ir, porque lá o seu corpo vai agradecer. Eu estava sedentária há anos e não aguentei tanta agitação.

No dia seguinte, meus joelhos ainda doíam e resolvemos fazer um passeio light à tarde (de manhã, dormimos bastante para recuperar as forças) que foi bonito, mas se revelou chatésimo. Fomos passear de barco pelo Lago Nahuel Huapi, que é lindíssimo.

A vista dos montes nevados no passeio pelo lago Nahuel Huapi

O barco saía do porto em frente ao Hotel Llao Llao (aquele do chá da tarde maravilhoso). Tinha uma parte fechada, onde passamos a maior parte do tempo, porque o frio+o vento da parte aberta do barco faziam qualquer ser humano empedrar. Para você ter uma ideia, para tirar uma foto lá da parte aberta do barco, eu tirava as luvas de esqui (sim, as de esqui, porque as lã, só, não estavam sendo suficientes para o frio) por 3 segundos para bater a foto o mais rápido que eu conseguisse.

E por que o passeio é chato? Porque depois da primeira hora, quando você começa a se acostumar com o visual maravilhoso das montanhas cheias de neve e do lago, não tem mais nada pra fazer. O barco para num restaurante numa outra ponta do lago para refeição (não incluída, com pouca variedade e cara) e para os turistas verem a Cascata dos Cântaros congelada. A cachoeira é bonita, mas não é uma Braasstemp. E a vista do lago você pode ter do Centro da cidade, sem ter que entrar em barco, porque o Nahel Huapi margeia a cidade.

O Nahuel Huapi visto do centro da cidade

Enfim, se você é mais velho, não curte agitação, ou quer ficar vendo vista bonita com amigos com quem tem papo suficiente para umas 4 horas, faça o passeio. Eu não curti muito.

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