Receba os posts por e-mail

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cataratas do Iguaçu – o lado brasileiro

27 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Muita gente que visita as Cataratas do Iguaçu comete o erro de ir apenas ao lado brasileiro dessa maravilha, que fica na cidade de Foz do Iguaçu (PR), e não vai às cataratas argentinas, que ficam em Puerto Iguazu, a poucos quilômetros de Foz. E há a disputa sobre que lado das cataratas é mais legal, se o do Brasil ou o da Argentina. Eu achei os dois deslumbrantes, cada um de uma maneira diferente, e acredito que não dá para ir lá e não ver os dois lados. Não, você não vai ficar “enjoado” de tanta catarata. Não é repetitivo e a sensação que se tem de um lado é distinta da que se tem do outro.

foto 5 (4)

Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

O lado brasileiro das cataratas (Parque Nacional do Iguaçu) requer menos tempo do visitante, mas isso significa quase um dia inteiro. Anda-se menos e o parque é bem organizado e limpo. É aqui que se tiram as fotos panorâmicas mais bonitas.

O lado argentino também é organizado, mas como tem mais roteiros com cataratas, requer mais esforço das pernas dos visitantes e um dia inteirinho. Mas ambos podem ser conhecidos por turistas de todas as idades e são acessíveis até para pessoas com carrinhos de criança e cadeira de rodas (pelo menos em boa parte dos parques). O lado argentino só perde para o brasileiro porque o acesso a parte do parque é feito com um trenzinho interno que tem baldeação, mas isso é facilmente contornável se você seguir as dicas que darei aqui no blog.

Nos dois lados é possível “sentir” as cataratas: em Foz, há a passarela para a parte baixa da Garganta do Diabo, onde você vai se molhar com as gotículas de água que voam, e do lado argentino, também vai poder ficar em uma área em que os pingos de uma das quedas proporcionam uma sensação incrível quando tocam o corpo do turista.

foto 1 (13)

Ao fundo, passarela da Garganta do Diabo, cataratas pelo lado brasileiro. Foto: MR

Há quem diga que é melhor ir primeiro no lado brasileiro e depois no lado argentino. Eu concordo, mas não sinta-se culpado se não for possível fazer nessa ordem.

Feitas essas explicações, vou agora falar um pouco mais sobre o lado brasileiro.

A visita vai ficando mais fascinante à medida que se anda. Você passa pela bilheteria, pega o ônibus do próprio parque (com vista panorâmica), que percorre uma área verde linda, com muitas árvores, e salta na estação cataratas. Até aí, não viu água nenhuma. Depois, desce para o primeiro mirante e vê as cataratas ao longe. Confesso: dali elas não parecem tão deslumbrantes, apesar de serem lindas. O que me fez sorrir nesses primeiros momentos no parque brasileiro foram os quatis: eles surgem aos montes, de dentro da mata e vêm “pedir” comida aos visitantes. Não dê: os bichos podem te arranhar e te machucar. Há várias placas em todo o parque sinalizando que eles não são tão dóceis como podem parecer. Mas que são lindos, são.

20140501_120204

Vista das cataratas pelo lado brasileiro

 

foto 2 (5)

Quatis no lado brasileiro das cataratas. Foto: Marcelle Ribeiro

 

foto 2

Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Vá andando pelos inúmeros mirantes que se seguem e você vai ver que vai gostar cada vez mais do visual.

E vai chegar um ponto em que você perceberá que todo mundo passou a usar capa de chuva (que pode ser comprada na porta do parque e lá dentro também) e vai colocar a sua. Mesmo que você não tenha intenção de fazer nenhum passeio radical, só de caminhar mesmo, use-a. E vá para o mirante da Garganta do Diabo, que é a área das cataratas mais incrível. Guarde tudo dentro da mochila e tente colocar um saco plástico transparente em volta da sua câmera, porque muitos pinguinhos de água vão vir de todos os lados para molhar você. Os visitantes não costumam ficar muito tempo na passarela, justamente por causa desse “turbilhão” de gotículas, mas aproveite cada momento. É possível sentir uma sensação maravilhosa de paz ali. Sabe aqueles lugares que fazem a gente esquecer de tudo? É assim na passarela da Garganta do Diabo.

foto 4 (6)

Passarela da Garganta do Diabo, no lado brasileiro das cataratas de Iguaçu. Foto: MR

foto 5 (5)

Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, você pode ver a Garganta de outros pontos (sempre de baixo para cima) e seguir para a praça de alimentação para almoçar e ver as quedas d’água de outros ângulos. Falando em comida: no parque brasileiro há apenas um restaurante que serve refeições “de verdade”, mas ele só funciona no esquema buffet e quando eu fui achei caro. Era uns R$ 45 por pessoa para comer à vontade, fora bebidas. Ao lado dele, há duas lanchonetes, uma que vende hambúrgueres e lanches fritos, e outra com salgados e sanduíche natural. Os preços dos lanches são pagáveis (uns R$ 20 por um sanduba com refri). Faça um lanche e deixe para jantar em um lugar gostoso mais tarde.

foto 3 (9)

Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

foto 4 (9)

Feliz igual a pinto (molhado) no lixo! Nas cataratas brasileiras.

 

Tem muita gente que se contenta com encerrar o passeio por aí, mas eu recomendo que você faça uma atividade extra dentro do parque mesmo, paga à parte, chamada Macuco Safári, em que você vai de bote motorizado até perto das quedas d’água, para sentir a força delas. Mas atenção: só recomendo o Macuco Safári para quem não pretende fazer o passeio similar que é oferecido no lado argentino das cataratas, chamado Aventura Nautica. Explico: o Aventura Nautica é muitíssimo parecido, tão seguro e emocionante quanto o Macuco Safári, mas muito mais barato. Por isso, se eu fosse você, faria apenas o Aventura Nautica, para gastar menos e ter a mesma diversão. Mas, se você não pretende ir para o lado argentino, te digo para fazer o Macuco Safári.

Vou explicar sobre os dois com mais calma num próximo post, mas escrevo um pouco sobre eles para já te deixar tranquilo e com vontade: esses dois passeios “de aventura” podem ser feitos por pessoas de todas as idades. Não precisa ser nenhum jovem aventureiro para curtir. Eu fiz os dois, e em ambos havia turistas de uns 60 anos de idade ao meu lado, curtindo. Havia mães de uns 60 anos dizendo “que pena que minha irmã da minha idade desistiu de fazer o passeio, não é nada do outro mundo”. Você se molha muiiiiiito, é verdade, porque, afinal de contas, está ali para isso mesmo, não é? Mas não fiquei com medo nem no Macuco Safári, nem no Aventura Nautica (que já teve fama de ter mais “adrenalina” que o similar brasileiro).

Bom, para resumir: reserve umas 3h do seu dia no lado brasileiro das Cataratas para fazer o Macuco Safari (caso não pretenda fazer o Aventura Nautica no lado argentino). É que o processo de comprar o ingresso + chegar ao bote + colocar salva-vidas + começar o passeio + voltar + secar-se + e chegar ao portão do parque leva mais ou menos 3h.

Ficou com vontade de saber mais sobre essa aventura nas cataratas? Aguarde o próximo post em breve!

Veja o índice de posts sobre Foz do Iguaçu e as cataratas aqui

 

Parque Nacional do Iguaçu (é o parque brasileiro):

http://www.cataratasdoiguacu.com.br/

 

Endereço: Rodovia BR 469, km 18 – Foz do Iguaçu. Há estacionamento no local ( R$ 17,50 por dia). Há ônibus públicos comuns que saem do Terminal de Transporte Urbano (TTU) do Centro de Foz do Iguaçu e passam por boa parte da cidade de Foz até chegar à porta do Parque Nacional do Iguaçu, num trajeto que leva cerca de 30 minutos para ser percorrido. Eu conheci tudo em Foz e região de ônibus, seguindo as dicas desse post aqui: http://www.viajenaviagem.com/2014/03/foz-do-iguacu-dicas-transporte-onibus/

Ou seja, você não precisa alugar carro nem se enfiar em agência de viagem para pegar van para ir às cataratas. Vá de ônibus: é bom, tranquilo e barato.

Preço: Brasileiros pagam R$ 29,20 (adulto) ou R$ 7,90 (maiores de 60 anos de idade e crianças de 2 a 11 anos). Dica: Compre seu ingresso pela internet e evite filas no dia da visita!

Horário de funcionamento: Abre todos os dias, de 9h às 17h, inclusive domingos e feriados.

 

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cataratas do Iguaçu: Você tem que conhecer

12 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Pense num lugar de cair o queixo. De cair, não. De despencar o queixo. É tanta água por todos os lados, caindo de tão alto, com tanta força, por uma extensão tão grande, que cheguei a me questionar se aquilo tudo era obra da natureza mesmo. É. Um lugar onde a força e a confusão das águas trazem uma paz impressionante. Assim são as Cataratas de Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Em Foz só, não. As cataratas ficam em parte na cidade de Foz, no Paraná, e outra parte na cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. Eu explico essa “divisão” num próximo post. O que quero fazer agora é te convencer de que se você gosta de natureza e de vistas deslumbrantes, TEM que colocar as Cataratas na sua lista de viagens imperdíveis.

foto 1 (13)

Eu sempre quis ir ver as cataratas, porque adoro cachoeira. E ir ver “a maior de todas as cachoeiras”, que na verdade é uma junção de cerca de 100 quedas d’água (o número varia de acordo com a vazão do Rio Iguaçu), era uma prioridade. Aí surgiu um feriado e o maridão, que já conhecia Foz, não ia poder viajar. E eu fui, sozinha mesmo, na minha primeira viagem “solo”. Sem muita grana, é verdade, mas com dinheiro para os passeios mais bacanas. Fui. E amei. E te digo: vá, sem pensar duas vezes.

Cataratas do Iguaçu, vista do lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

As cataratas são lindas de se ver de longe e mais ainda de perto. Andar pela passarela que leva à Garganta do Diabo é ainda melhor: basta caminhar por cinco minutos e você chega em um ponto em que sente gotinhas de água vindo por todos os lados. A capa de chuva ameniza um pouco, mas você vai se molhar, não tem jeito. E vai sentir uma paz enorme quando sentir essas gotinhas te molhando. Vai esquecer todos os problemas que possam estar pela sua cabeça. Tem coisa melhor?

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Tudo isso você sente, vê e curte sem sequer fazer os passeios mais “radicais” disponíveis dos dois lados das cataratas, no argentino e no brasileiro. E se você fizer esses passeios, que consistem em ir de bote com um grupo até perto das quedas, vai ficar ainda mais impressionado.

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Some toda essa beleza ao fato de que pertinho das cataratas há um parque com aves belíssimas e uma cidade argentina com vários excelentes restaurantes, com carnes e vinhos a preços excelentes para você se esbaldar. E ainda tem uma das construções humanas mais impressionantes, a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Somou? Então compre logo a sua passagem e vá conhecer essa região. Basta um feriadão, três ou quatro dias. Vá e se surpreenda. Os detalhes do planejamento eu dou no próximo post :)

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Ilha Grande (RJ) – Onde ficar e como chegar

3 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Para encerrar a série de posts sobre Ilha Grande (RJ), escrevi algumas dicas básicas sobre essa ilha maravilhosa.

 

Como ir para Ilha Grande:

Só é possível chegar à ilha de barco, mas o melhor lugar no “continente” para você embarcar vai depender da cidade de onde você virá. Há três cais de onde partem embarcações para Ilha Grande. E um deles é “coringa” para quem vai se hospedar na Vila do Abraão (onde há a maior concentração de pousadas), que é o que mais recomendo usar (já falo sobre ele). Para quem vem de São Paulo, é interessante pegar um barco na cidade de Angra dos Reis (mais perto da capital paulista) ou do vilarejo de Conceição de Jacareí, que pertence ao município de Angra, mas fica um pouco mais distante de Angra (uns 30 minutos). Já os turistas que partirem do Rio de Janeiro, devem pegar um barco na cidade de Mangaratiba (mais perto do Rio), ou do vilarejo de Conceição de Jacareí (que fica a 30 minutos de carro de Mangaratiba).

O que recomendo é que você pegue o barco no cais de Conceição de Jacareí. Por que esse cais é “coringa”? Porque há uma quantidade maior de barcos (lentos e rápidos) entre Ilha Grande e o cais de Conceição de Jacareí  que entre a ilha e os outros cais, de Angra dos Reis e Mangaratiba. Isso vai te dar mais liberdade em relação ao seu horário de chegada e de saída da ilha, principalmente se você for de ônibus e não de carro, pois será mais fácil combinar a partida do barco com a de ônibus.

Mas atenção: pegar barco em Conceição de Jacareí é uma boa para quem vai se hospedar na Vila do Abraão. Para os turistas que pretendem ficar em outra praia, pode ser melhor pegar a embarcação em Angra dos Reis (eu explico mais abaixo).

E por falar em carro, saiba que os turistas não podem ir de automóvel para a ilha. Lá circulam apenas uns pouquíssimos carros do governo e um ônibus escolar. Se você for de carro até o cais escolhido, tem que deixar o veículo em um dos estacionamentos privados que há em Conceição do Jacareí, Angra ou Mangaratiba.

Para ir de ônibus do Rio até a cidade de Mangaratiba, há a empresa Costa Verde, tem veículos saindo da rodoviária Novo Rio. A viagem dura cerca de 2h e a passagem sai a R$ 30,50. Atualmente, para dias de semana, há saídas às 5h e às 10h45 e em finais de semana há mais duas partidas além dessas, às 15h15 e às 18h30. Para retornar, há partidas às 5h45 e 9h (em dias de semana) e nos finais de semana há também saídas às 14h30 e 19h25. Os ônibus são confortáveis e, apesar de serem “convencionais”, têm ar condicionado.

Para seguir de ônibus do Rio até Angra há saídas a cada hora pela mesma empresa Costa Verde, das 4h até às 21h (última), diariamente. A viagem dura 3h e custa R$ 44. No sentido oposto, a frequência é a mesma, mas a última partida costuma ser às 22h40.

Já se você prefere ir de ônibus até Conceição de Jacareí, basta pegar um ônibus para Angra, pois praticamente todos eles fazem uma parada em frente ao cais de Conceição de Jacareí, na estrada mesmo. Cheque antes de comprar se o ônibus do horário que você deseja faz essa parada. Não se preocupe com o fato de o ônibus não parar em uma “rodoviária” em Conceição de Jacareí. Ele para num recuo da estrada, abre o bagageiro para todos os passageiros retirarem as suas malas sem afobação. E daí é só atravessar a pista (tem faixa de pedestre e tudo) e andar por 500 metros para chegar no cais.

E quais os horários de barcos desses três cais para Ilha Grande? Bom, eles variam tanto, que nem me arrisco a colocar aqui. Alguns sites como o Ilha Grande.Org e Ilha Grande.com.br colocam os horários “base”, veja lá para ter uma ideia. Os preços de passagens de barco também variam bastante e recomendo que vocês leiam o post sobre os tipos de barcos que existem lá. Só para dar uma ideia de preço para vocês: uma escuna (lenta) leva cerca de 50 minutos para fazer o trajeto Ilha Grande-Conceição de Jacareí, por R$ 20 (preço março de 2014) por pessoa. O mesmo percurso, feito de lancha (rápida), levou 25 minutos para ser completado, a R$ 30 por pessoa.

 

Onde ficar:

Ilha Grande, como diz o nome, é grande. Mas nem todas as praias possuem pousadas. Na verdade, a maioria das pessoas se hospeda na Vila de Abraão, que possui o número maior de pousadas, restaurantes, agências de turismo e rotas de barcos. É mais fácil se hospedar lá, pela variedade de tudo. O único problema é que você vai ter que pegar um barco ou fazer uma trilha sempre que quiser tomar banho de mar. É que a praia da Vila do Abraão não é legal, porque tem um movimento enorme de barcos. Eu me hospedei na vila quando fui com o meu maridão em março de 2014, até porque só resolvemos que íamos viajar para lá com uma semana de antecedência.

Igrejinha na Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Igrejinha na Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Na primeira vez que fui a Ilha Grande, acampei na praia de Palmas, que é uma graça. Mas quase não há pousadas lá. E há um ou dois restaurantes, simples, além de um bar com forró à noite. E mesmo o camping em que ficamos eram meio precário. Além disso, não havia agências de passeios por lá quando fui. Mas a praia é gostosa e bonita.

Depois da Vila de Abraão, outra praia que tem uma quantidade boa de pousadas é Araçatiba, na outra ponta da ilha. Não conheço Araçatiba, mas da próxima vez que for para Ilha Grande, pretendo me hospedar lá, para ficar mais perto de praias que ainda não conheci, no Norte da ilha. Há barcos ligando Araçatiba a Angra dos Reis (mas acho que não há embarcações saindo de Mangaratiba ou de Conceição de Jacareí). E importante: não há linhas regulares de barcos ligando a Vila do Abraão a Araçatiba. Ou seja, pegar um barco para Abraão e de lá pegar um outro para Araçatiba pode ficar financeiramente inviável. Veja mais sobre barcos para Araçatiba no site http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/

Há ainda quem se hospede nas praias de Provetá e Aventureiro, mas as opções de acomodação são ainda mais escassas lá. Leia sobre barcos para lá aqui: http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-proveta-e-aventureiro/

Existem pousadas em outras praias, mas aí o esquema é outro: você fica na pousada e agenda com eles pacotes e traslados para outras praias, numa programação mais privativa (e provavelmente mais cara).

Como eu disse, eu me hospedei na Vila do Abraão, na Pousada D’Pillel. Na verdade, fiquei na Suite D’Pillel, que fica a umas duas quadras da pousada, mas pertence ao mesmo dono. Nós usamos os serviços da pousada. Achei excelente! Eu e meu marido havíamos reservado pelo Booking um quarto na pousada, mas quando chegamos, percebemos que nos haviam colocado em um quarto sem rede, colado na barulhenta cozinha. Conversamos com o gerente, Rafael, que prontamente nos ofereceu para ficarmos na Suite D’Pillel, que é uma casa com três quartos a algumas quadras da pousada.

Ficamos no quarto bais bacana, com varanda com rede e vista para o mar de Abraão. A casa fica no alto de uma escadaria, mas foi tranquilo de subir (uns 2 minutinhos de escada, só). Nosso quarto tinha ar condicionado, ventilador e banheiro privativo, TV e era enorme. A casa também tem uma cozinha que todos os hóspedes podem usar, mas usamos apenas a geladeira (o quarto não tinha frigobar). Como não era alta temporada, não vimos nenhum outro hóspede lá.

O quarto era limpo e a faxineira ia todos os dias lá. Tomávamos café da manhã nas dependências da pousada, que era bem simples, mas bom: pão, queijo prato, sucos, bolo, ovos e frutas. Para melhorar, poderia ter queijo minas e iogurte.

A pousada empresta equipamento de snorkel para os hóspedes gratuitamente, o que foi ótimo, pois economizamos uns R$ 20 com isso.

O Rafael, gerente, é excelente. Deu dicas de passeio e indicou uma ótima agência de viagens para contratarmos os nossos tours de barcos. Voltaria lá com certeza!

 

Leia também:

Onde comer em Ilha Grande (RJ)

Como montar seu roteiro de 4 dias em Ilha Grande (RJ)

O passeio de barco mais bonito de Ilha Grande

Veja o índice de posts sobre Ilha Grande (RJ)