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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cataratas do Iguaçu: Você tem que conhecer

12 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Pense num lugar de cair o queixo. De cair, não. De despencar o queixo. É tanta água por todos os lados, caindo de tão alto, com tanta força, por uma extensão tão grande, que cheguei a me questionar se aquilo tudo era obra da natureza mesmo. É. Um lugar onde a força e a confusão das águas trazem uma paz impressionante. Assim são as Cataratas de Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Em Foz só, não. As cataratas ficam em parte na cidade de Foz, no Paraná, e outra parte na cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. Eu explico essa “divisão” num próximo post. O que quero fazer agora é te convencer de que se você gosta de natureza e de vistas deslumbrantes, TEM que colocar as Cataratas na sua lista de viagens imperdíveis.

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Eu sempre quis ir ver as cataratas, porque adoro cachoeira. E ir ver “a maior de todas as cachoeiras”, que na verdade é uma junção de cerca de 100 quedas d’água (o número varia de acordo com a vazão do Rio Iguaçu), era uma prioridade. Aí surgiu um feriado e o maridão, que já conhecia Foz, não ia poder viajar. E eu fui, sozinha mesmo, na minha primeira viagem “solo”. Sem muita grana, é verdade, mas com dinheiro para os passeios mais bacanas. Fui. E amei. E te digo: vá, sem pensar duas vezes.

Cataratas do Iguaçu, vista do lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

As cataratas são lindas de se ver de longe e mais ainda de perto. Andar pela passarela que leva à Garganta do Diabo é ainda melhor: basta caminhar por cinco minutos e você chega em um ponto em que sente gotinhas de água vindo por todos os lados. A capa de chuva ameniza um pouco, mas você vai se molhar, não tem jeito. E vai sentir uma paz enorme quando sentir essas gotinhas te molhando. Vai esquecer todos os problemas que possam estar pela sua cabeça. Tem coisa melhor?

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Tudo isso você sente, vê e curte sem sequer fazer os passeios mais “radicais” disponíveis dos dois lados das cataratas, no argentino e no brasileiro. E se você fizer esses passeios, que consistem em ir de bote com um grupo até perto das quedas, vai ficar ainda mais impressionado.

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Cataratas do Iguaçu, vista do lado argentino. Foto: Marcelle Ribeiro

Some toda essa beleza ao fato de que pertinho das cataratas há um parque com aves belíssimas e uma cidade argentina com vários excelentes restaurantes, com carnes e vinhos a preços excelentes para você se esbaldar. E ainda tem uma das construções humanas mais impressionantes, a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Somou? Então compre logo a sua passagem e vá conhecer essa região. Basta um feriadão, três ou quatro dias. Vá e se surpreenda. Os detalhes do planejamento eu dou no próximo post :)

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Ilha Grande (RJ) – Onde ficar e como chegar

3 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Para encerrar a série de posts sobre Ilha Grande (RJ), escrevi algumas dicas básicas sobre essa ilha maravilhosa.

 

Como ir para Ilha Grande:

Só é possível chegar à ilha de barco, mas o melhor lugar no “continente” para você embarcar vai depender da cidade de onde você virá. Há três cais de onde partem embarcações para Ilha Grande. E um deles é “coringa” para quem vai se hospedar na Vila do Abraão (onde há a maior concentração de pousadas), que é o que mais recomendo usar (já falo sobre ele). Para quem vem de São Paulo, é interessante pegar um barco na cidade de Angra dos Reis (mais perto da capital paulista) ou do vilarejo de Conceição de Jacareí, que pertence ao município de Angra, mas fica um pouco mais distante de Angra (uns 30 minutos). Já os turistas que partirem do Rio de Janeiro, devem pegar um barco na cidade de Mangaratiba (mais perto do Rio), ou do vilarejo de Conceição de Jacareí (que fica a 30 minutos de carro de Mangaratiba).

O que recomendo é que você pegue o barco no cais de Conceição de Jacareí. Por que esse cais é “coringa”? Porque há uma quantidade maior de barcos (lentos e rápidos) entre Ilha Grande e o cais de Conceição de Jacareí  que entre a ilha e os outros cais, de Angra dos Reis e Mangaratiba. Isso vai te dar mais liberdade em relação ao seu horário de chegada e de saída da ilha, principalmente se você for de ônibus e não de carro, pois será mais fácil combinar a partida do barco com a de ônibus.

Mas atenção: pegar barco em Conceição de Jacareí é uma boa para quem vai se hospedar na Vila do Abraão. Para os turistas que pretendem ficar em outra praia, pode ser melhor pegar a embarcação em Angra dos Reis (eu explico mais abaixo).

E por falar em carro, saiba que os turistas não podem ir de automóvel para a ilha. Lá circulam apenas uns pouquíssimos carros do governo e um ônibus escolar. Se você for de carro até o cais escolhido, tem que deixar o veículo em um dos estacionamentos privados que há em Conceição do Jacareí, Angra ou Mangaratiba.

Para ir de ônibus do Rio até a cidade de Mangaratiba, há a empresa Costa Verde, tem veículos saindo da rodoviária Novo Rio. A viagem dura cerca de 2h e a passagem sai a R$ 30,50. Atualmente, para dias de semana, há saídas às 5h e às 10h45 e em finais de semana há mais duas partidas além dessas, às 15h15 e às 18h30. Para retornar, há partidas às 5h45 e 9h (em dias de semana) e nos finais de semana há também saídas às 14h30 e 19h25. Os ônibus são confortáveis e, apesar de serem “convencionais”, têm ar condicionado.

Para seguir de ônibus do Rio até Angra há saídas a cada hora pela mesma empresa Costa Verde, das 4h até às 21h (última), diariamente. A viagem dura 3h e custa R$ 44. No sentido oposto, a frequência é a mesma, mas a última partida costuma ser às 22h40.

Já se você prefere ir de ônibus até Conceição de Jacareí, basta pegar um ônibus para Angra, pois praticamente todos eles fazem uma parada em frente ao cais de Conceição de Jacareí, na estrada mesmo. Cheque antes de comprar se o ônibus do horário que você deseja faz essa parada. Não se preocupe com o fato de o ônibus não parar em uma “rodoviária” em Conceição de Jacareí. Ele para num recuo da estrada, abre o bagageiro para todos os passageiros retirarem as suas malas sem afobação. E daí é só atravessar a pista (tem faixa de pedestre e tudo) e andar por 500 metros para chegar no cais.

E quais os horários de barcos desses três cais para Ilha Grande? Bom, eles variam tanto, que nem me arrisco a colocar aqui. Alguns sites como o Ilha Grande.Org e Ilha Grande.com.br colocam os horários “base”, veja lá para ter uma ideia. Os preços de passagens de barco também variam bastante e recomendo que vocês leiam o post sobre os tipos de barcos que existem lá. Só para dar uma ideia de preço para vocês: uma escuna (lenta) leva cerca de 50 minutos para fazer o trajeto Ilha Grande-Conceição de Jacareí, por R$ 20 (preço março de 2014) por pessoa. O mesmo percurso, feito de lancha (rápida), levou 25 minutos para ser completado, a R$ 30 por pessoa.

 

Onde ficar:

Ilha Grande, como diz o nome, é grande. Mas nem todas as praias possuem pousadas. Na verdade, a maioria das pessoas se hospeda na Vila de Abraão, que possui o número maior de pousadas, restaurantes, agências de turismo e rotas de barcos. É mais fácil se hospedar lá, pela variedade de tudo. O único problema é que você vai ter que pegar um barco ou fazer uma trilha sempre que quiser tomar banho de mar. É que a praia da Vila do Abraão não é legal, porque tem um movimento enorme de barcos. Eu me hospedei na vila quando fui com o meu maridão em março de 2014, até porque só resolvemos que íamos viajar para lá com uma semana de antecedência.

Igrejinha na Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Igrejinha na Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Vila de Abraão, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Na primeira vez que fui a Ilha Grande, acampei na praia de Palmas, que é uma graça. Mas quase não há pousadas lá. E há um ou dois restaurantes, simples, além de um bar com forró à noite. E mesmo o camping em que ficamos eram meio precário. Além disso, não havia agências de passeios por lá quando fui. Mas a praia é gostosa e bonita.

Depois da Vila de Abraão, outra praia que tem uma quantidade boa de pousadas é Araçatiba, na outra ponta da ilha. Não conheço Araçatiba, mas da próxima vez que for para Ilha Grande, pretendo me hospedar lá, para ficar mais perto de praias que ainda não conheci, no Norte da ilha. Há barcos ligando Araçatiba a Angra dos Reis (mas acho que não há embarcações saindo de Mangaratiba ou de Conceição de Jacareí). E importante: não há linhas regulares de barcos ligando a Vila do Abraão a Araçatiba. Ou seja, pegar um barco para Abraão e de lá pegar um outro para Araçatiba pode ficar financeiramente inviável. Veja mais sobre barcos para Araçatiba no site http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/

Há ainda quem se hospede nas praias de Provetá e Aventureiro, mas as opções de acomodação são ainda mais escassas lá. Leia sobre barcos para lá aqui: http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-proveta-e-aventureiro/

Existem pousadas em outras praias, mas aí o esquema é outro: você fica na pousada e agenda com eles pacotes e traslados para outras praias, numa programação mais privativa (e provavelmente mais cara).

Como eu disse, eu me hospedei na Vila do Abraão, na Pousada D’Pillel. Na verdade, fiquei na Suite D’Pillel, que fica a umas duas quadras da pousada, mas pertence ao mesmo dono. Nós usamos os serviços da pousada. Achei excelente! Eu e meu marido havíamos reservado pelo Booking um quarto na pousada, mas quando chegamos, percebemos que nos haviam colocado em um quarto sem rede, colado na barulhenta cozinha. Conversamos com o gerente, Rafael, que prontamente nos ofereceu para ficarmos na Suite D’Pillel, que é uma casa com três quartos a algumas quadras da pousada.

Ficamos no quarto bais bacana, com varanda com rede e vista para o mar de Abraão. A casa fica no alto de uma escadaria, mas foi tranquilo de subir (uns 2 minutinhos de escada, só). Nosso quarto tinha ar condicionado, ventilador e banheiro privativo, TV e era enorme. A casa também tem uma cozinha que todos os hóspedes podem usar, mas usamos apenas a geladeira (o quarto não tinha frigobar). Como não era alta temporada, não vimos nenhum outro hóspede lá.

O quarto era limpo e a faxineira ia todos os dias lá. Tomávamos café da manhã nas dependências da pousada, que era bem simples, mas bom: pão, queijo prato, sucos, bolo, ovos e frutas. Para melhorar, poderia ter queijo minas e iogurte.

A pousada empresta equipamento de snorkel para os hóspedes gratuitamente, o que foi ótimo, pois economizamos uns R$ 20 com isso.

O Rafael, gerente, é excelente. Deu dicas de passeio e indicou uma ótima agência de viagens para contratarmos os nossos tours de barcos. Voltaria lá com certeza!

 

Leia também:

Onde comer em Ilha Grande (RJ)

Como montar seu roteiro de 4 dias em Ilha Grande (RJ)

O passeio de barco mais bonito de Ilha Grande

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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Onde comer em Ilha Grande (RJ)

24 de junho de 2014, por Marcelle Ribeiro

A Ilha Grande não se destaca especialmente pela gastronomia, mas é possível comer em bons restaurantes, alguns mais em conta, outros mais caros. Dizem que a Vila do Abraão tem mais restaurantes que em outros povoados da ilha. Eu me hospedei em Abraão e achei que tinha muitas opções de locais para comer, para todos os bolsos. Por isso, todos os que vou indicar são na Vila do Abraão, ok?

Tem alguns que só abrem para jantar, como é o caso do Kebab Lounge (Rua Santana), que é bem descoladinho, bonito, e atrai muitos gringos (até as garçonetes de lá são gringas, mas falam português). Nós jantamos lá um dia e adoramos. Eu pedi um yakisoba, que veio muitíssimo bem servido (dava para duas pessoas comerem!) e o maridão foi de kebab (espetinho de carne com arroz de acompanhamento). A conta, com refrigerantes, deu uns R$ 70, para o casal.

Foto: Marcelle Ribeiro

Yakisoba do Kebab Lounge, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Também na Vila do Abraão, outra dica bacana para um jantar romântico num clima super especial, é o Pé na Areia. Ele fica na praia da vila mesmo, com cadeirinhas de madeira na areia. O legal é que à noite ele ganha iluminação especial, com luzes em guarda-sóis entre as mesas e até na areia da praia. E tem música ao vivo, bem boa.

Foto: Marcelle Ribeiro

Restaurante Pé na Areia, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Nós seguimos a dica de uma amiga e fomos de camarões com catupiry, com arroz e batata sauté. O prato custou cerca de R$ 90, mas serve três pessoas (nós dois comemos muito e não conseguimos dar conta de tudo!) e é divino!! Vale a pena cada centavo! O atendimento também é ótimo. Os garçons são atenciosos e te dão até repelente se você quiser (não precisou, não tinha mosquito lá).

Foto: Marcelle Ribeiro

Restaurante Pé na Areia, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Outra dica de restaurante legal, que abre no almoço e no jantar é o Lonier (mesmo nome de uma pousada de lá), que também fica na praia da Vila do Abraão, com mesinhas na areia e vista para o mar. É um excelente custo-benefício. Comemos lá duas vezes. Num dia, almoçamos um peixinho grelhado, com arroz, feijão e salada. Com refrigerante, saiu cerca de R$ 35 por pessoa. No dia seguinte, comemos franguinho grelhado com arroz, feijão e legumes, por aproximadamente R$ 30 por pessoa.

Para quem quer fazer um lanche à noite, comer um sanduba, por exemplo, a dica é a padaria/delicatessen Pães e Cia que fica na Rua Santana, 121, no meio da Vila do Abraão. É aquela dica BBB: bom, bonito e barato. E ainda tem mesinhas numa varanda, bem agradável.

Padaria Pães e Cia, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Padaria Pães e Cia, em Ilha Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Para quem curte sorvete, a dica é a sorveteria Finlandês (Rua da Praia, 16), que fica numa espécie de cais da praia da Vila do Abraão. O sorvete é vendido por quilo e o sabor mais gostoso é o de banana. O legal é pegar uma casquinha e tomar sentadinho na mureta de pedra da praia, vendo o mar.

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