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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cataratas argentinas: Não perca o Parque Nacional Iguazú

18 de setembro de 2014, por Marcelle Ribeiro

Quedas d’água belíssimas, em grande quantidade, vistas por ângulos diferentes e muito gotículas para refrescar os visitantes. E mais: a formação da Garganta do Diabo, “cachoeira” mais famosa do Brasil, vista do alto. Isso é o que os turistas que vão ao lado argentino das Cataratas do Iguaçu poderão apreciar. Pra quem não sabe, as cataratas não ficam apenas em território brasileiro, na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Essa maravilha da natureza é “dividida” ao meio por uma fronteira imaginária: as quedas começam no Brasil e continuam na cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. Cada país tem o seu parque, com estrutura própria. E, na minha opinião, você tem que ir aos dois, para conhecer as quedas d’água em toda a sua magnitude. Vai por mim: você vai amar o lado argentino também.

Garganta do Diabo, no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Garganta do Diabo, no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas aviso logo: impossível visitar as cataratas brasileiras (falei delas neste post aqui) e as argentinas no mesmo dia. Você vai ter que separar um dia para cada. Na verdade, eu dediquei três dias às cataratas: no primeiro fui ao lado brasileiro, no segundo fiz as trilhas “obrigatórias” do lado argentino, e no terceiro voltei ao parque dos hermanos para fazer uma trilha diferente, mais longa a uma cachoeira menos famosa. No dia que for ao Parque Nacional Iguazú (na Argentina) fazer as trilhas principais vá preparado, pois você vai andar bastante, mais que no parque de Foz.

Eu cheguei no lado argentino pouco depois do parque abrir, e fiquei até perto de fechar. Fiz todas as trilhas principais, algumas com sol na cabeça. Mas não se assuste quando eu digo “trilha”: os caminhos que levam aos mirantes das cataratas são todos pavimentados, com cimento ou passarelas de ferro e bem sinalizados. É como se fosse um parque de diversões, mas ao invés de roda-gigante e montanha-russa, as atrações são os mirantes. Vi muitas crianças, mães com carrinhos de bebê e idosos. Mas vi também muitos jovens. Gente era o que não faltava quando estive lá, em março desse ano.

Antes de explicar os roteiros feitos no parque, vou falar de algo que todo mundo pergunta: que roupa vestir para ir ver as cataratas. Vá com uma roupa de fazer exercícios físicos e tênis, pois você vai andar bastante. Além disso, você vai provavelmente querer sentir as gotinhas de água no seu corpo, o que é possível de um mirante do parque. Então, recomendo uma roupa que seque rápido. E se você for como eu, vai fazer o passeio de lancha (opcional e pago à parte) que leva para perto das quedas… e aí, meu amigo, vai se molhar muuuuuito! Neste caso, leve uma toalha e uma roupa para trocar lá em uma mochila (mas prepare-se para carregá-la durante todo o passeio, já que lá não há armários para os visitantes perto do cais onde a lancha fica). Não precisa levar repelente, mas boné, óculos escuros e protetor solar são altamente recomendáveis.

Preparados para conhecer as trilhas do Parque Nacional Iguazú?

 

Logo que você entrar no parque, vai ver placas para a estação Central do trenzinho que funciona lá dentro. Há três estações no parque, que conectam diferentes pontos dele. Mas sugiro que você ignore a estação Central e, logo depois de passar pelas catracas de entrada do parque, caminhe pelo Sendero Verde (Trilha Verde), um percurso de 600 metros que vai levar à Estação de Trem Cataratas. Por que não sugiro ir de trem da Estação Central até a Estação Cataratas? Porque o trem demora a passar e não vai direto até a última estação, chamada Estação Garganta do Diabo. Melhor que esperar séculos por um trem para depois ter que fazer baldeação é caminhar 600 metros, certo?

Sendero Verde, trilha facílima no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Sendero Verde, trilha facílima no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Trenzinho do Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Trenzinho do Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Na Estação Cataratas você tem três opções:

- fazer a trilha chamada Paseo Superior (Circuito Superior), que tem 650 metros e permite uma vista panorâmica dos saltos da parte de cima.

Paseo Superior, no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Paseo Superior, no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

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Paseo Superior, no Parque Nacional Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

- fazer a trilha chamada Paseo Inferior (Circuito Inferior), que tem 1.700 metros e possibilita apreciar as quedas pela parte de baixo. É no Paseo Inferior que fica o cais para embarcar na lancha que te levará para pertinho das cataratas (passeio opcional e pago à parte, chamado Aventura Náutica) ou para a Ilha de San Martín (incluído na entrada do parque). É lá também que ficam mirantes para você “sentir” as gotas de água voando e caindo no seu corpo.

Lancha que leva às cataratas no Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

Lancha que leva às cataratas, vistas do Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

Mirante para se refrescar com gotinhas de água, no Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

Mirante para se refrescar com gotinhas de água, no Paseo Inferior. Foto: Marcelle Ribeiro

- pegar o trem para a Estação Garganta do Diabo, de onde você fará uma trilha de 1.100 metros para ver a Garganta do Diabo se formando lá em cima. Ao descer na estação, vá para perto do banheiro e veja dezenas de borboletas “comendo” o salzinho das pedras que ficam no chão daquela área. É lindíssimo! Ah, outro aviso: prepare-se para a muvuca para tirar foto no mirante da Garganta: cada centímetro é disputado! O último trem para a estação Garganta do Diabo parte às 16h10 e os embarques acontecem a cada 30 minutos, mas espere filas grandes!

Foto: Marcelle Ribeiro

Dezenas de borboletas na trilha para a Garganta do Diabo. Foto: Marcelle Ribeiro

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O “gogó” da Garganta do Diabo :)

Eu recomendo que você veja todas as atrações citadas acima. A ordem é a gosto do freguês. Há quem recomende não começar pela Garganta do Diabo, porque muitas pessoas vão ao parque apenas para vê-la e, por isso, ela costuma ficar mais cheia pela manhã. Eu comecei pelo Paseo Superior, que achei que seria o menos emocionante, e depois fiz o Paseo Inferior, e já aproveitei e fiz logo o passeio de barco Aventura Náutica. Foi bom porque na hora em que me molhei nas cataratas era início de tarde, estava sol e calor e me refresquei. E depois fui me secando ao longo do dia com o sol.

O Aventura Náutica, aliás, é divertidíssimo. Você vai numa lancha com mais umas 10 pessoas até bem perto das cataratas e se molha bastante. É um passeio bem seguro. Como eu já disse aqui, nas cataratas brasileiras há um passeio semelhante, chamado Macuco Safári, que é bem mais caro que o Aventura Náutica. A vantagem do passeio argentino, além do preço, é que ele passa mais vezes perto das quedas d’água. Se você for ao parque brasileiro e ao argentino e tiver que escolher entre um dos dois passeios de barco, faça apenas o Aventura Náutica, que é mais legal e mais barato. Li relatos de pessoas dizendo que o Aventura Náutica era menos seguro e anos atrás, um turista morreu na atração argentina, mas acho que de lá para cá, as coisas mudaram. Eu, no entanto, achei o que o nível de “emoção” dos dois era o mesmo e em ambos os instrutores zelavam pela segurança dos visitantes. Não precisa ser nenhum jovem aventureiro para curtir.

Lancha do Aventura Náutica. Foto: Marcelle Ribeiro

Lancha do Aventura Náutica. Foto: Marcelle Ribeiro

O Parque Nacional Iguazú tem dois restaurantes e várias lanchonetes em áreas diferentes. Eu almocei umas empanadas depois de fazer o combo Paseo Superior+ Paseo Inferior +Aventura Náutica, por volta das 14h30. Achei melhor lanchar e deixar para jantar em algum lugar legal. Ah, na hora de comer, cuidado com os quatis! Eles roubaram um saco de empanadas de uma família que “deu mole” na mesa ao meu lado!

Quati, sempre pronto para roubar a sua comida! Foto: Marcelle Ribeiro

Quati, sempre pronto para roubar a sua comida! Foto: Marcelle Ribeiro

Eu só lamentei não ter conhecido a Isla San Martín, pois o acesso para ela estava fechado, devido ao grande volume de água naqueles dias.

No próximo post, eu falo das atrações complementares do Parque Nacional do Iguazú (que não são “obrigatórias”, mas que são bacanas também).

 

Parque Nacional de Iguazú:

 

Endereço: Victoria Aguirre, 66, Puerto Iguazú, Argentina.

Site: http://www.iguazuargentina.com/

Preço: Brasileiros, paraguaios, uruguaios e venezuelanos pagam 150 pesos (adulto). Argentinos pagam 80 pesos e pessoas de outras nacionalidades pagam 215 pesos. Só é possível pagar em dinheiro e em PESOS. Por isso, lembre-se de levar pesos para comprar o tíquete. Se você for visitar o parque no dia seguinte ao da primeira visita, você terá 50% de desconto no bilhete do segundo dia. Basta carimbar seu tíquete na bilheteria na hora de sair, no primeiro dia, e apresentá-lo na bilheteria novamente no dia seguinte.

Horário de funcionamento: Abre todos os dias, às 8h. A entrada só é permitida até às 15h, mas o parque só fecha às 18h.

Passeio de barco: A empresa que oferece o passeio de barco Aventura Náutica é a Iguazu Jungle (iguazujungle.com). No Aventura Náutica, você passa cerca de 15 minutos na lancha, mas como tem que se preparar antes, colocar colete e fazer uma pequena trilha, acaba demorando 1h30 pra fazer tudo. Custava 220 pesos em março de 2014. A Iguazu Jungle também oferece outras atrações: o Gran Aventura (que é basicamente o Aventura Náutica + um passeio de lancha por um trecho maior + um percurso de 5,5 km feito de jipe, com 1h20 de duração. Quando fui, este custava 450 pesos argentinos) e o Paseo Ecológico (navegação serena em bote para ver a fauna e flora, 30 minutos de duração, custava 100 pesos). Não fiz nenhum desses dois (e dizem que o Paseo Ecológico só é legal quando a água das quedas está clara, pois, caso contrário, não se vê muito).

OBS: Se você vai com malas para o Parque Nacional do Iguazú, fique tranquilo: na lojinha que fica na entrada do parque há local para deixar as bagagens pelo dia inteiro, mediante o pagamento de uma pequena taxa.

Veja o índice de posts sobre Foz do Iguaçu

 

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Barcelona em 6 dias: a viagem do meu irmão (parte 2)

27 de agosto de 2014, por Marcelle Ribeiro

Vamos continuar o relato da viagem de seis dias do meu irmão, Caio Ribeiro, e da namorada dele, Ana Duboc, a Barcelona? Como eu disse na primeira parte do roteiro deles, eles visitaram a cidade no final de julho desse ano. Com a palavra, Caio Ribeiro:

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Dia 4 – Sábado:

No sábado fomos visitar o bairro gótico de Barcelona. Agendamos o Old City Tour para a tarde e de manhã aproveitamos para ir no MUBHA (Museu da História de Barcelona), que fica na Plaza del Rei. Achávamos que o museu dessa praça era o MUHBA, mas lá descobrimos que o MUHBA na verdade é um conjunto de locais que guarda a história de cidade de Barcelona. Além do museu da Plaza del Rei, o MUHBA é composto por: mercado de Santa Caterina, Templo de Augustus, Casa da Guarda do Parque Guell, entre outros. Alguns são pagos, outros são gratuitos. Vale a pena entrar no site deles para ver quanto é cobrado em cada local. Existe um pacote para visitar vários locais e mesmo que você não tenha comprado o pacote, a entrada de um local pode servir como desconto para entrar no outro.

Além disso, no site tem os horários de funcionamento de cada atração. Escolhemos ir no sábado, pois nos fins de semana era quando a maior parte estava funcionando. O museu da Plaza del Rei permite visitar as escavações feitas sob a Plaza del Rei e que contém parte da antiga cidade de Barcino. Lá fizemos a visita com audioguia, que vale muito a pena para entender o que é cada parte da escavação.

Já o  Old City Tour é um passeio a pé pelo bairro gótico que dura cerca de 2h30. Oficialmente ele é gratuito, mas como eles precisam manter os guias, eles pedem uma colaboração e ao final do tour cada um paga o quanto quiser. Se não quiser pagar nada não tem problema nenhum. Esse passeio precisa ser previamente marcado, o que pode ser feito pelo site deles, com 48h de antecedência, ou por telefone. Nós ligamos para lá à tarde e conseguimos marcar para o dia seguinte. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre a história da cidade, é um excelente passeio, a nossa guia foi ótima. O site também oferece o Tour de Gaudí e o Tour Noturno. Tudo gratuito.

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Old City Tour em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Entre o museu que fomos de manhã e o Old City Tour que estava marcado para a parte da tarde, aproveitamos para ir às compras. Nessa época do ano, várias lojas da cidade estavam com “Rebajas”, que em português significa liquidação. Lá, as lojas dão descontos de verdade. Encontramos várias roupas muito baratas em lugares como Zara e Decathlon, que aqui no Rio costumam ser caras.

Após as compras, paramos para almoçar no próprio bairro gótico, que tem diversas opções de restaurantes, e mais uma vez aproveitamos um Menu, desta vez com entrada, prato principal e bebida”.

Dias 5, 6 e 7 – Viagem aos Pirineus (conto no próximo post)

Dia 8 – Quarta-feira:

Na quarta, fomos ao Zoológico de Barcelona. Não que seja um zoológico famoso, como por exemplo o de Lujan, na Argentina, mas minha namorada faz questão de ir em todos. Logo de início já achei a entrada cara, 19,90 euros cada, sem desconto, mais caro que a Sagrada Família que ainda incluía audioguia. Se você gosta de ir a zoológicos, ou quer ir levar filhos pequenos, uma dica: veja antes qual o horário de atividade dos bichos que quiser ver. Minha namorada queria muito ver os felinos, mas como fomos de manhã, eles estavam todos dormindo.

Outra frustração foi perceber que apesar do preço caro, uma parte do zoológico estava em obras. Na prática, o que salvou o passeio foi a apresentação dos golfinhos. Essa apresentação tem horários marcados, e dura 30 minutos. Aconselho dar uma olhada no site do zoológico para não perder o espetáculo.

Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

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Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Saindo do zoológico, demos uma passada rápida no Parque de la Ciutadella. O zoológico em si fica dentro desse parque, mas ele também tem uma área externa com fonte, um arco do triunfo e uns jardins. Vale a pena passar lá para conhecer.

Quando saímos do parque, fomos aproveitar o sol e o calor de Barcelona para ir à praia. Fomos a Barceloneta, uma das praias mais turísticas de Barcelona. Lá a água é mais salgada e não é gelada que nem no Rio, sem muita onda. A areia é mais grossa (na prática, são praticamente pedrinhas). Tem uma parte da praia que é de nudismo, mas é comum ver topless ao longo de toda a praia. O esquisito é que fazer topless lá é normal, mas a parte de baixo do biquíni é grande, cobrindo quase a bunda toda. Fio dental então, nem pensar.

Praia de Barceloneta, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Praia de Barceloneta, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Depois da praia, chegou a hora tão esperada: paella ! A paella é um prato típico da Espanha, então não podia voltar de lá sem ter comido uma. Fomos no Maians, um restaurante perto da praia e pedimos a paella mista, que é muito gostosa por sinal.

À tarde fomos no museu do Picasso. O museu fica localizado no bairro gótico. Muito legal, achei melhor que o do Miró, principalmente em relação ao custo/benefício. Lá a entrada é gratuita para estudantes universitários. Tinha uma fila para entrar, mas que andou rápido.
Dia 9 – Quinta:

Quinta feira, último dia em Barcelona.

Separamos a manhã para ir ver mais duas obras do Gaudí: Casa Batlô e a Casa Milá, que também é conhecida como La Pedreira. As duas são muito próximas, ambas ficam na rua “Passeig de Gràcia” a poucos quarteirões de distância. Elas têm fachadas que por si só já valem a pena conhecer, mas podem ser visitadas por dentro. Achamos que não valeria a pena pagar para entrar nas duas, até porque a entrada da Batlô era 18,50 euros e a da Milá era 14,85 euros (considerando preço para estudantes).

Resolvemos então passar para ver a fachada da Batlô e entrar só na Milá. Quando chegamos na frente da casa Milá, vimos que escolhemos bem, porque infelizmente dava para ver muito pouco da fachada dela. A fachada da casa Milá está em obras e colocaram um pano enorme, com uma propaganda gigante que cobre boa parte da fachada do prédio. A casa Milá é um prédio. Tem um terraço indescritível, só vendo fotos ou indo lá ver pessoalmente, um apartamento aberto para visitação (apartamento da época) e além disso tem algumas maquetes do Gaudí, tanto do projeto da casa Milá quanto da Sagrada Família. À noite tem jazz, mas é só de quinta a sábado, de 20 de junho a 7 de setembro e custa 27 euros. Tem mais informações nesse site aqui.

Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

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Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

À tarde, fomos no Parque do Labirinto. Esse parque em teoria é longe, fica afastado do centro, mas tem uma estação de metrô tão perto (Mundet), que foi mais fácil chegar a ele do que a outros lugares. A entrada do parque foi 2,23 euros por pessoa, isso sem desconto nem nada. Os jardins em si são muito bonitos, mas o legal mesmo é tentar se achar no Labirinto feito com planta, que deve ter uns 2 metros de altura pelo menos. Demorei 7 minutos para entrar de um lado e sair do outro.

Parque do Labirinto, em Barcelona. Foto: Ana Duboc

Parque do Labirinto, em Barcelona. Foto: Ana Duboc

 

Por pura coincidência, justamente quando estávamos indo para o Parque do Labirinto, passamos por uma loja que qualquer um que gosta de Puzzles e quebra-cabeça tem que ir. A loja tinha quebra-cabeças com lugares de todo o mundo, paisagens, filmes, etc. Tinha um quebra-cabeça de 33600 peças, que segundo a dona da loja era o maior do mundo (mas essa parte ela inventou! :)).

Saindo do parque, fomos ao mercado. Pra quê? Comprar quilos e quilos de chocolate! :). Sim, isso mesmo, quando se vai à Europa, o melhor lugar de comprar chocolate não é o FreeShop. O mesmo Milka que na promoção do FreeShop estava por 9 dólares (R$ 22,14) podia ser comprado por menos de 2,09 euros (R$ 6,62). O primeiro pensamento que surge é: então porque não comprar logo 4? Pois é, o problema é que não surgiu nenhum segundo pensamento falando para não comprar. Rsrsrs.

Veja todos os posts sobre a Espanha

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Barcelona em 6 dias: a viagem do meu irmão (parte 1)

26 de agosto de 2014, por Marcelle Ribeiro

A blogueira que vos fala pede desculpas pela diminuição do ritmo de posts. Me mudei para o Rio de Janeiro e com as tarefas de procurar apartamento + fazer obra + decorar o AP, a vida anda meio enlouquecida ultimamente. Prometo: muito em breve darei continuidade aos posts de Foz do Iguaçu. Mas antes disso, presenteio vocês com o relato da viagem do meu irmão (a.k.a “resolvedor de pepinos informáticos/financeiros do blog”), Caio Ribeiro, à Espanha. Ele foi com a namorada, no final de julho desse ano, e conheceu Barcelona e a região dos Pirineus, cadeia de montanhas entre a Espanha e a França.

Eu fui a Barcelona em 2007, sete anos atrás, viagem relatada aqui no blog. E achei bacana colocar aqui as impressões dele sobre a cidade, pois estão mais atualizadas e têm mais dicas bacanésimas, de lugares aos quais eu não fui. Caio e a namorada, Ana Duboc, também fizeram uma viagem econômica como a minha, e se hospedaram na casa de parentes em Barcelona. Eles curtiram bares à noite que eu não conheci, experimentaram bebidas típicas, foram a museus que não tive a oportunidade de apreciar. Vamos ao relato, então? Com a palavra, Caio Ribeiro:

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“Sou irmão da blogueira do Viciada em Viajar e nesse post vou contar para vocês um pouco da viagem que fiz para Barcelona esse ano. Viajei com minha namorada e ficamos na casa da irmã dela, portanto as dicas serão basicamente dos passeios que fizemos por lá. Foram dias incríveis de viagem.

Dia 1 – Quarta Feira:

Chegamos em Barcelona numa quarta feira à tarde, almoçamos e resolvemos passear nas Ramblas. Nossos anfitriões sugeriram irmos também na Rambla Catalunia, que é um pouco menor e por isso é menos turística, tem restaurantes com preços melhores. Antigamente as Ramblas eram conhecidas por seus artistas de rua, que se fantasiavam e simulavam estátuas. Porém, agora, por conta de uma burocracia do governo, eles precisam de autorização para estarem lá, e o número de artistas diminuiu muito. Vimos cerca de 3 ou 4 apenas. Mesmo assim, acho que valeu a pena conhecer ambas as ruas.

Passeio nas Ramblas, em Barcelona.

Delícias coloridas em mercado nas Ramblas, em Barcelona.

Uma dica importante ao se passear, não só nas Ramblas, mas na Europa como um todo, é que lá existem muitos “pick pockets”. Os pick pockets são como os nossos batedores de carteiras, mas lá eles são conhecidos por serem extremamente sutis e quase sempre a vítima não percebe que está sendo furtada. Portanto, onde quer que você esteja, seja em uma rua, um museu, ou mesmo dentro de um restaurante fechado, é muito importante estar atento à sua carteira, a bolsas e a quaisquer outros pertences. Para se ter um exemplo, quando estávamos em um restaurante fechado, um garçom pediu para minha namorada tirar a bolsa dela de cima da mesa e colocar em um lugar mais seguro, pois estava correndo o risco de alguém passar e levar. Isso no Brasil seria algo absurdo, mas lá é muito comum.

Na volta pra casa, passamos na orchateria para provar uma orchata, bebida típica do verão da Espanha. Ela é doce e semelhante a um leite vegetal, gostei de ter experimentado.
Dia 2 – Quinta Feira:

Na quinta feira, fomos para o parque do Montjuic. Dentro do parque tem um teleférico, para subir até o topo do monte, onde se encontra um castelo. O teleférico é pago, não me lembro o preço. Achamos caro e decidimos subir a pé para aproveitar para conhecer os vários jardins do parque. De lá de cima é possível ver praticamente a cidade inteira. O castelo em si não tem nada demais, se parece mais com um forte, mas a vale a pena pela vista. Pagamos 5 euros cada de entrada. No parque também há o Jardim Botânico, onde infelizmente não conseguimos entrar por falta de tempo. O parque é bem grande e ir de um ponto para o outro pode ser demorado e cansativo. Se tiver a possibilidade de ir de carro, é melhor. Por fim, ainda no parque, visitamos a Fundação Miró, cuja coleção permanente contém várias obras do Miró. Lá entramos como estudantes pagando 7 euros.

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

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Vista do Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Ah, uma dica importante: Se você for professor, vale a pena fazer um cartão internacional de professor, pois lá em Barcelona professor não paga em várias atrações. Lembre-se de perguntar nas atrações que for, pois nem sempre estará escrito. No caso dos estudantes, acho que eles aceitam qualquer documento que comprove. Em todos os lugares usei a declaração da UFRJ, sendo que na fundação Miró não estava com ela, mas consegui usar a internet deles, ir no site da UFRJ, pegar o PDF da declaração e mostrar no celular mesmo, sem ter nada impresso. Lá eles valorizam os estudantes e professores.

 

Dia 3 – Sexta:

Como descrever a Sagrada Família? É…. Não tem como, acho que lá é parada obrigatória. Qualquer um que for a Barcelona deve ir a essa catedral. Pagamos 16,30 euros cada pela entrada com direito a audioguia e valeu cada centavo.

A Sagrada Familia é uma das obras-primas do arquiteto catalão Gaudí, que é responsável por vários cartões-postais de Barcelona. O projeto original da igreja prevê 18 torres, porém apenas oito estão construídas até o momento. A parte de fora da catedral continua em obra, e continuará pelo menos até a metade do século, mas a parte de dentro está praticamente pronta, e é absolutamente incrível. Gaudí é simplesmente um gênio! Toda a arquitetura da igreja foi pensada nos mínimos detalhes, e combina matemática, física, natureza… É muito interessante ver, por exemplo, o teto, que lembra uma floresta. Minha namorada, em particular, ficou apaixonada pelos vitrais, com suas cores vivas, que iluminam toda o prédio. Por fim, uma coisa curiosa desta igreja, e de outras que visitamos posteriormente, é a presença de uma capela subterrânea. Enfim, não tem como visitar a Sagrada Família e não entrar!

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Nós compramos o ingresso pelo próprio site da Sagrada Família. É recomendável comprar o ticket com antecedência, para evitar filas. No site você ainda pode comprar o ticket com direito a audioguia ou um guia normal, mas nesses casos tem horário marcado. Nós compramos com audioguia, o que nos permitiu apreciar a igreja no nosso ritmo. Caso prefira um guia, lembre-se de comprar com muita antecedência, pois os horários disponíveis com os guias se esgotam rapidamente (principalmente com guia em inglês).

Saímos de lá e fomos almoçar. Pela cidade há vários restaurantes que de fora parecem ser chiques e caros demais, mas que têm a opção de menu que dá direito a entrada, prato principal e sobremesa a um preço barato. Vale muito a pena escolher um menu e apreciar a comida típica de lá. Pagamos 10,20 euros (o que seria cerca 30 reais) por um almoço que no Rio de Janeiro não sairia por menos de R$ 50. Nesses locais é importante estar atento ao preço das bebidas, pois às vezes elas podem ser caras e nem sempre consta o preço delas no cardápio. Além disso, tanto em relação a restaurantes quanto a bares, lá não é mais comum se dar gorjeta.

À tarde, fomos passear no Parque Guell que foi todo projetado pelo Gaudí. O Parque Guell foi doado para a cidade para ser público, mas embora a parte florestal do parque continue com acesso livre, atualmente está sendo cobrada uma entrada para visitar a parte monumental (8 euros por pessoa). Embora esta parte seja pequena, vale a pena a visita. Dentro do parque há também a casa da guarda que tinha uma outra taxa de entrada e achamos que não valia a pena.

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Em Barcelona tem um bar que é famoso pelo seus Chupitos (shots, ou seja, drinks em porções pequenas). Encontramos um bar do lado de casa que tinha 17 tipos de chupitos diferentes e cada um custava 1 Euro.

Caio Ribeiro e Ana Duboc  bebendo chupitos coloridos.

Caio Ribeiro e Ana Duboc bebendo chupitos coloridos.

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