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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Barcelona em 6 dias: a viagem do meu irmão (parte 2)

27 de agosto de 2014, por Marcelle Ribeiro

Vamos continuar o relato da viagem de seis dias do meu irmão, Caio Ribeiro, e da namorada dele, Ana Duboc, a Barcelona? Como eu disse na primeira parte do roteiro deles, eles visitaram a cidade no final de julho desse ano. Com a palavra, Caio Ribeiro:

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Dia 4 – Sábado:

No sábado fomos visitar o bairro gótico de Barcelona. Agendamos o Old City Tour para a tarde e de manhã aproveitamos para ir no MUBHA (Museu da História de Barcelona), que fica na Plaza del Rei. Achávamos que o museu dessa praça era o MUHBA, mas lá descobrimos que o MUHBA na verdade é um conjunto de locais que guarda a história de cidade de Barcelona. Além do museu da Plaza del Rei, o MUHBA é composto por: mercado de Santa Caterina, Templo de Augustus, Casa da Guarda do Parque Guell, entre outros. Alguns são pagos, outros são gratuitos. Vale a pena entrar no site deles para ver quanto é cobrado em cada local. Existe um pacote para visitar vários locais e mesmo que você não tenha comprado o pacote, a entrada de um local pode servir como desconto para entrar no outro.

Além disso, no site tem os horários de funcionamento de cada atração. Escolhemos ir no sábado, pois nos fins de semana era quando a maior parte estava funcionando. O museu da Plaza del Rei permite visitar as escavações feitas sob a Plaza del Rei e que contém parte da antiga cidade de Barcino. Lá fizemos a visita com audioguia, que vale muito a pena para entender o que é cada parte da escavação.

Já o  Old City Tour é um passeio a pé pelo bairro gótico que dura cerca de 2h30. Oficialmente ele é gratuito, mas como eles precisam manter os guias, eles pedem uma colaboração e ao final do tour cada um paga o quanto quiser. Se não quiser pagar nada não tem problema nenhum. Esse passeio precisa ser previamente marcado, o que pode ser feito pelo site deles, com 48h de antecedência, ou por telefone. Nós ligamos para lá à tarde e conseguimos marcar para o dia seguinte. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre a história da cidade, é um excelente passeio, a nossa guia foi ótima. O site também oferece o Tour de Gaudí e o Tour Noturno. Tudo gratuito.

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Old City Tour em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Entre o museu que fomos de manhã e o Old City Tour que estava marcado para a parte da tarde, aproveitamos para ir às compras. Nessa época do ano, várias lojas da cidade estavam com “Rebajas”, que em português significa liquidação. Lá, as lojas dão descontos de verdade. Encontramos várias roupas muito baratas em lugares como Zara e Decathlon, que aqui no Rio costumam ser caras.

Após as compras, paramos para almoçar no próprio bairro gótico, que tem diversas opções de restaurantes, e mais uma vez aproveitamos um Menu, desta vez com entrada, prato principal e bebida”.

Dias 5, 6 e 7 – Viagem aos Pirineus (conto no próximo post)

Dia 8 – Quarta-feira:

Na quarta, fomos ao Zoológico de Barcelona. Não que seja um zoológico famoso, como por exemplo o de Lujan, na Argentina, mas minha namorada faz questão de ir em todos. Logo de início já achei a entrada cara, 19,90 euros cada, sem desconto, mais caro que a Sagrada Família que ainda incluía audioguia. Se você gosta de ir a zoológicos, ou quer ir levar filhos pequenos, uma dica: veja antes qual o horário de atividade dos bichos que quiser ver. Minha namorada queria muito ver os felinos, mas como fomos de manhã, eles estavam todos dormindo.

Outra frustração foi perceber que apesar do preço caro, uma parte do zoológico estava em obras. Na prática, o que salvou o passeio foi a apresentação dos golfinhos. Essa apresentação tem horários marcados, e dura 30 minutos. Aconselho dar uma olhada no site do zoológico para não perder o espetáculo.

Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

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Zoológico de Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Saindo do zoológico, demos uma passada rápida no Parque de la Ciutadella. O zoológico em si fica dentro desse parque, mas ele também tem uma área externa com fonte, um arco do triunfo e uns jardins. Vale a pena passar lá para conhecer.

Quando saímos do parque, fomos aproveitar o sol e o calor de Barcelona para ir à praia. Fomos a Barceloneta, uma das praias mais turísticas de Barcelona. Lá a água é mais salgada e não é gelada que nem no Rio, sem muita onda. A areia é mais grossa (na prática, são praticamente pedrinhas). Tem uma parte da praia que é de nudismo, mas é comum ver topless ao longo de toda a praia. O esquisito é que fazer topless lá é normal, mas a parte de baixo do biquíni é grande, cobrindo quase a bunda toda. Fio dental então, nem pensar.

Praia de Barceloneta, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Praia de Barceloneta, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc.

Depois da praia, chegou a hora tão esperada: paella ! A paella é um prato típico da Espanha, então não podia voltar de lá sem ter comido uma. Fomos no Maians, um restaurante perto da praia e pedimos a paella mista, que é muito gostosa por sinal.

À tarde fomos no museu do Picasso. O museu fica localizado no bairro gótico. Muito legal, achei melhor que o do Miró, principalmente em relação ao custo/benefício. Lá a entrada é gratuita para estudantes universitários. Tinha uma fila para entrar, mas que andou rápido.
Dia 9 – Quinta:

Quinta feira, último dia em Barcelona.

Separamos a manhã para ir ver mais duas obras do Gaudí: Casa Batlô e a Casa Milá, que também é conhecida como La Pedreira. As duas são muito próximas, ambas ficam na rua “Passeig de Gràcia” a poucos quarteirões de distância. Elas têm fachadas que por si só já valem a pena conhecer, mas podem ser visitadas por dentro. Achamos que não valeria a pena pagar para entrar nas duas, até porque a entrada da Batlô era 18,50 euros e a da Milá era 14,85 euros (considerando preço para estudantes).

Resolvemos então passar para ver a fachada da Batlô e entrar só na Milá. Quando chegamos na frente da casa Milá, vimos que escolhemos bem, porque infelizmente dava para ver muito pouco da fachada dela. A fachada da casa Milá está em obras e colocaram um pano enorme, com uma propaganda gigante que cobre boa parte da fachada do prédio. A casa Milá é um prédio. Tem um terraço indescritível, só vendo fotos ou indo lá ver pessoalmente, um apartamento aberto para visitação (apartamento da época) e além disso tem algumas maquetes do Gaudí, tanto do projeto da casa Milá quanto da Sagrada Família. À noite tem jazz, mas é só de quinta a sábado, de 20 de junho a 7 de setembro e custa 27 euros. Tem mais informações nesse site aqui.

Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

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Passeio pela Casa Batlô e La Pedrera, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

À tarde, fomos no Parque do Labirinto. Esse parque em teoria é longe, fica afastado do centro, mas tem uma estação de metrô tão perto (Mundet), que foi mais fácil chegar a ele do que a outros lugares. A entrada do parque foi 2,23 euros por pessoa, isso sem desconto nem nada. Os jardins em si são muito bonitos, mas o legal mesmo é tentar se achar no Labirinto feito com planta, que deve ter uns 2 metros de altura pelo menos. Demorei 7 minutos para entrar de um lado e sair do outro.

Parque do Labirinto, em Barcelona. Foto: Ana Duboc

Parque do Labirinto, em Barcelona. Foto: Ana Duboc

 

Por pura coincidência, justamente quando estávamos indo para o Parque do Labirinto, passamos por uma loja que qualquer um que gosta de Puzzles e quebra-cabeça tem que ir. A loja tinha quebra-cabeças com lugares de todo o mundo, paisagens, filmes, etc. Tinha um quebra-cabeça de 33600 peças, que segundo a dona da loja era o maior do mundo (mas essa parte ela inventou! :)).

Saindo do parque, fomos ao mercado. Pra quê? Comprar quilos e quilos de chocolate! :). Sim, isso mesmo, quando se vai à Europa, o melhor lugar de comprar chocolate não é o FreeShop. O mesmo Milka que na promoção do FreeShop estava por 9 dólares (R$ 22,14) podia ser comprado por menos de 2,09 euros (R$ 6,62). O primeiro pensamento que surge é: então porque não comprar logo 4? Pois é, o problema é que não surgiu nenhum segundo pensamento falando para não comprar. Rsrsrs.

Veja todos os posts sobre a Espanha

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Barcelona em 6 dias: a viagem do meu irmão (parte 1)

26 de agosto de 2014, por Marcelle Ribeiro

A blogueira que vos fala pede desculpas pela diminuição do ritmo de posts. Me mudei para o Rio de Janeiro e com as tarefas de procurar apartamento + fazer obra + decorar o AP, a vida anda meio enlouquecida ultimamente. Prometo: muito em breve darei continuidade aos posts de Foz do Iguaçu. Mas antes disso, presenteio vocês com o relato da viagem do meu irmão (a.k.a “resolvedor de pepinos informáticos/financeiros do blog”), Caio Ribeiro, à Espanha. Ele foi com a namorada, no final de julho desse ano, e conheceu Barcelona e a região dos Pirineus, cadeia de montanhas entre a Espanha e a França.

Eu fui a Barcelona em 2007, sete anos atrás, viagem relatada aqui no blog. E achei bacana colocar aqui as impressões dele sobre a cidade, pois estão mais atualizadas e têm mais dicas bacanésimas, de lugares aos quais eu não fui. Caio e a namorada, Ana Duboc, também fizeram uma viagem econômica como a minha, e se hospedaram na casa de parentes em Barcelona. Eles curtiram bares à noite que eu não conheci, experimentaram bebidas típicas, foram a museus que não tive a oportunidade de apreciar. Vamos ao relato, então? Com a palavra, Caio Ribeiro:

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“Sou irmão da blogueira do Viciada em Viajar e nesse post vou contar para vocês um pouco da viagem que fiz para Barcelona esse ano. Viajei com minha namorada e ficamos na casa da irmã dela, portanto as dicas serão basicamente dos passeios que fizemos por lá. Foram dias incríveis de viagem.

Dia 1 – Quarta Feira:

Chegamos em Barcelona numa quarta feira à tarde, almoçamos e resolvemos passear nas Ramblas. Nossos anfitriões sugeriram irmos também na Rambla Catalunia, que é um pouco menor e por isso é menos turística, tem restaurantes com preços melhores. Antigamente as Ramblas eram conhecidas por seus artistas de rua, que se fantasiavam e simulavam estátuas. Porém, agora, por conta de uma burocracia do governo, eles precisam de autorização para estarem lá, e o número de artistas diminuiu muito. Vimos cerca de 3 ou 4 apenas. Mesmo assim, acho que valeu a pena conhecer ambas as ruas.

Passeio nas Ramblas, em Barcelona.

Delícias coloridas em mercado nas Ramblas, em Barcelona.

Uma dica importante ao se passear, não só nas Ramblas, mas na Europa como um todo, é que lá existem muitos “pick pockets”. Os pick pockets são como os nossos batedores de carteiras, mas lá eles são conhecidos por serem extremamente sutis e quase sempre a vítima não percebe que está sendo furtada. Portanto, onde quer que você esteja, seja em uma rua, um museu, ou mesmo dentro de um restaurante fechado, é muito importante estar atento à sua carteira, a bolsas e a quaisquer outros pertences. Para se ter um exemplo, quando estávamos em um restaurante fechado, um garçom pediu para minha namorada tirar a bolsa dela de cima da mesa e colocar em um lugar mais seguro, pois estava correndo o risco de alguém passar e levar. Isso no Brasil seria algo absurdo, mas lá é muito comum.

Na volta pra casa, passamos na orchateria para provar uma orchata, bebida típica do verão da Espanha. Ela é doce e semelhante a um leite vegetal, gostei de ter experimentado.
Dia 2 – Quinta Feira:

Na quinta feira, fomos para o parque do Montjuic. Dentro do parque tem um teleférico, para subir até o topo do monte, onde se encontra um castelo. O teleférico é pago, não me lembro o preço. Achamos caro e decidimos subir a pé para aproveitar para conhecer os vários jardins do parque. De lá de cima é possível ver praticamente a cidade inteira. O castelo em si não tem nada demais, se parece mais com um forte, mas a vale a pena pela vista. Pagamos 5 euros cada de entrada. No parque também há o Jardim Botânico, onde infelizmente não conseguimos entrar por falta de tempo. O parque é bem grande e ir de um ponto para o outro pode ser demorado e cansativo. Se tiver a possibilidade de ir de carro, é melhor. Por fim, ainda no parque, visitamos a Fundação Miró, cuja coleção permanente contém várias obras do Miró. Lá entramos como estudantes pagando 7 euros.

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

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Vista do Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Ah, uma dica importante: Se você for professor, vale a pena fazer um cartão internacional de professor, pois lá em Barcelona professor não paga em várias atrações. Lembre-se de perguntar nas atrações que for, pois nem sempre estará escrito. No caso dos estudantes, acho que eles aceitam qualquer documento que comprove. Em todos os lugares usei a declaração da UFRJ, sendo que na fundação Miró não estava com ela, mas consegui usar a internet deles, ir no site da UFRJ, pegar o PDF da declaração e mostrar no celular mesmo, sem ter nada impresso. Lá eles valorizam os estudantes e professores.

 

Dia 3 – Sexta:

Como descrever a Sagrada Família? É…. Não tem como, acho que lá é parada obrigatória. Qualquer um que for a Barcelona deve ir a essa catedral. Pagamos 16,30 euros cada pela entrada com direito a audioguia e valeu cada centavo.

A Sagrada Familia é uma das obras-primas do arquiteto catalão Gaudí, que é responsável por vários cartões-postais de Barcelona. O projeto original da igreja prevê 18 torres, porém apenas oito estão construídas até o momento. A parte de fora da catedral continua em obra, e continuará pelo menos até a metade do século, mas a parte de dentro está praticamente pronta, e é absolutamente incrível. Gaudí é simplesmente um gênio! Toda a arquitetura da igreja foi pensada nos mínimos detalhes, e combina matemática, física, natureza… É muito interessante ver, por exemplo, o teto, que lembra uma floresta. Minha namorada, em particular, ficou apaixonada pelos vitrais, com suas cores vivas, que iluminam toda o prédio. Por fim, uma coisa curiosa desta igreja, e de outras que visitamos posteriormente, é a presença de uma capela subterrânea. Enfim, não tem como visitar a Sagrada Família e não entrar!

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Nós compramos o ingresso pelo próprio site da Sagrada Família. É recomendável comprar o ticket com antecedência, para evitar filas. No site você ainda pode comprar o ticket com direito a audioguia ou um guia normal, mas nesses casos tem horário marcado. Nós compramos com audioguia, o que nos permitiu apreciar a igreja no nosso ritmo. Caso prefira um guia, lembre-se de comprar com muita antecedência, pois os horários disponíveis com os guias se esgotam rapidamente (principalmente com guia em inglês).

Saímos de lá e fomos almoçar. Pela cidade há vários restaurantes que de fora parecem ser chiques e caros demais, mas que têm a opção de menu que dá direito a entrada, prato principal e sobremesa a um preço barato. Vale muito a pena escolher um menu e apreciar a comida típica de lá. Pagamos 10,20 euros (o que seria cerca 30 reais) por um almoço que no Rio de Janeiro não sairia por menos de R$ 50. Nesses locais é importante estar atento ao preço das bebidas, pois às vezes elas podem ser caras e nem sempre consta o preço delas no cardápio. Além disso, tanto em relação a restaurantes quanto a bares, lá não é mais comum se dar gorjeta.

À tarde, fomos passear no Parque Guell que foi todo projetado pelo Gaudí. O Parque Guell foi doado para a cidade para ser público, mas embora a parte florestal do parque continue com acesso livre, atualmente está sendo cobrada uma entrada para visitar a parte monumental (8 euros por pessoa). Embora esta parte seja pequena, vale a pena a visita. Dentro do parque há também a casa da guarda que tinha uma outra taxa de entrada e achamos que não valia a pena.

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Em Barcelona tem um bar que é famoso pelo seus Chupitos (shots, ou seja, drinks em porções pequenas). Encontramos um bar do lado de casa que tinha 17 tipos de chupitos diferentes e cada um custava 1 Euro.

Caio Ribeiro e Ana Duboc  bebendo chupitos coloridos.

Caio Ribeiro e Ana Duboc bebendo chupitos coloridos.

Veja todos os posts sobre a Espanha

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cataratas do Iguaçu – o lado brasileiro

27 de julho de 2014, por Marcelle Ribeiro

Muita gente que visita as Cataratas do Iguaçu comete o erro de ir apenas ao lado brasileiro dessa maravilha, que fica na cidade de Foz do Iguaçu (PR), e não vai às cataratas argentinas, que ficam em Puerto Iguazu, a poucos quilômetros de Foz. E há a disputa sobre que lado das cataratas é mais legal, se o do Brasil ou o da Argentina. Eu achei os dois deslumbrantes, cada um de uma maneira diferente, e acredito que não dá para ir lá e não ver os dois lados. Não, você não vai ficar “enjoado” de tanta catarata. Não é repetitivo e a sensação que se tem de um lado é distinta da que se tem do outro.

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Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

O lado brasileiro das cataratas (Parque Nacional do Iguaçu) requer menos tempo do visitante, mas isso significa quase um dia inteiro. Anda-se menos e o parque é bem organizado e limpo. É aqui que se tiram as fotos panorâmicas mais bonitas.

O lado argentino também é organizado, mas como tem mais roteiros com cataratas, requer mais esforço das pernas dos visitantes e um dia inteirinho. Mas ambos podem ser conhecidos por turistas de todas as idades e são acessíveis até para pessoas com carrinhos de criança e cadeira de rodas (pelo menos em boa parte dos parques). O lado argentino só perde para o brasileiro porque o acesso a parte do parque é feito com um trenzinho interno que tem baldeação, mas isso é facilmente contornável se você seguir as dicas que darei aqui no blog.

Nos dois lados é possível “sentir” as cataratas: em Foz, há a passarela para a parte baixa da Garganta do Diabo, onde você vai se molhar com as gotículas de água que voam, e do lado argentino, também vai poder ficar em uma área em que os pingos de uma das quedas proporcionam uma sensação incrível quando tocam o corpo do turista.

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Ao fundo, passarela da Garganta do Diabo, cataratas pelo lado brasileiro. Foto: MR

Há quem diga que é melhor ir primeiro no lado brasileiro e depois no lado argentino. Eu concordo, mas não sinta-se culpado se não for possível fazer nessa ordem.

Feitas essas explicações, vou agora falar um pouco mais sobre o lado brasileiro.

A visita vai ficando mais fascinante à medida que se anda. Você passa pela bilheteria, pega o ônibus do próprio parque (com vista panorâmica), que percorre uma área verde linda, com muitas árvores, e salta na estação cataratas. Até aí, não viu água nenhuma. Depois, desce para o primeiro mirante e vê as cataratas ao longe. Confesso: dali elas não parecem tão deslumbrantes, apesar de serem lindas. O que me fez sorrir nesses primeiros momentos no parque brasileiro foram os quatis: eles surgem aos montes, de dentro da mata e vêm “pedir” comida aos visitantes. Não dê: os bichos podem te arranhar e te machucar. Há várias placas em todo o parque sinalizando que eles não são tão dóceis como podem parecer. Mas que são lindos, são.

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Vista das cataratas pelo lado brasileiro

 

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Quatis no lado brasileiro das cataratas. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Vá andando pelos inúmeros mirantes que se seguem e você vai ver que vai gostar cada vez mais do visual.

E vai chegar um ponto em que você perceberá que todo mundo passou a usar capa de chuva (que pode ser comprada na porta do parque e lá dentro também) e vai colocar a sua. Mesmo que você não tenha intenção de fazer nenhum passeio radical, só de caminhar mesmo, use-a. E vá para o mirante da Garganta do Diabo, que é a área das cataratas mais incrível. Guarde tudo dentro da mochila e tente colocar um saco plástico transparente em volta da sua câmera, porque muitos pinguinhos de água vão vir de todos os lados para molhar você. Os visitantes não costumam ficar muito tempo na passarela, justamente por causa desse “turbilhão” de gotículas, mas aproveite cada momento. É possível sentir uma sensação maravilhosa de paz ali. Sabe aqueles lugares que fazem a gente esquecer de tudo? É assim na passarela da Garganta do Diabo.

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Passarela da Garganta do Diabo, no lado brasileiro das cataratas de Iguaçu. Foto: MR

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Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, você pode ver a Garganta de outros pontos (sempre de baixo para cima) e seguir para a praça de alimentação para almoçar e ver as quedas d’água de outros ângulos. Falando em comida: no parque brasileiro há apenas um restaurante que serve refeições “de verdade”, mas ele só funciona no esquema buffet e quando eu fui achei caro. Era uns R$ 45 por pessoa para comer à vontade, fora bebidas. Ao lado dele, há duas lanchonetes, uma que vende hambúrgueres e lanches fritos, e outra com salgados e sanduíche natural. Os preços dos lanches são pagáveis (uns R$ 20 por um sanduba com refri). Faça um lanche e deixe para jantar em um lugar gostoso mais tarde.

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Vista das cataratas pelo lado brasileiro. Foto: Marcelle Ribeiro

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Feliz igual a pinto (molhado) no lixo! Nas cataratas brasileiras.

 

Tem muita gente que se contenta com encerrar o passeio por aí, mas eu recomendo que você faça uma atividade extra dentro do parque mesmo, paga à parte, chamada Macuco Safári, em que você vai de bote motorizado até perto das quedas d’água, para sentir a força delas. Mas atenção: só recomendo o Macuco Safári para quem não pretende fazer o passeio similar que é oferecido no lado argentino das cataratas, chamado Aventura Nautica. Explico: o Aventura Nautica é muitíssimo parecido, tão seguro e emocionante quanto o Macuco Safári, mas muito mais barato. Por isso, se eu fosse você, faria apenas o Aventura Nautica, para gastar menos e ter a mesma diversão. Mas, se você não pretende ir para o lado argentino, te digo para fazer o Macuco Safári.

Vou explicar sobre os dois com mais calma num próximo post, mas escrevo um pouco sobre eles para já te deixar tranquilo e com vontade: esses dois passeios “de aventura” podem ser feitos por pessoas de todas as idades. Não precisa ser nenhum jovem aventureiro para curtir. Eu fiz os dois, e em ambos havia turistas de uns 60 anos de idade ao meu lado, curtindo. Havia mães de uns 60 anos dizendo “que pena que minha irmã da minha idade desistiu de fazer o passeio, não é nada do outro mundo”. Você se molha muiiiiiito, é verdade, porque, afinal de contas, está ali para isso mesmo, não é? Mas não fiquei com medo nem no Macuco Safári, nem no Aventura Nautica (que já teve fama de ter mais “adrenalina” que o similar brasileiro).

Bom, para resumir: reserve umas 3h do seu dia no lado brasileiro das Cataratas para fazer o Macuco Safari (caso não pretenda fazer o Aventura Nautica no lado argentino). É que o processo de comprar o ingresso + chegar ao bote + colocar salva-vidas + começar o passeio + voltar + secar-se + e chegar ao portão do parque leva mais ou menos 3h.

Ficou com vontade de saber mais sobre essa aventura nas cataratas? Aguarde o próximo post em breve!

Veja o índice de posts sobre Foz do Iguaçu e as cataratas aqui

 

Parque Nacional do Iguaçu (é o parque brasileiro):

http://www.cataratasdoiguacu.com.br/

 

Endereço: Rodovia BR 469, km 18 – Foz do Iguaçu. Há estacionamento no local ( R$ 17,50 por dia). Há ônibus públicos comuns que saem do Terminal de Transporte Urbano (TTU) do Centro de Foz do Iguaçu e passam por boa parte da cidade de Foz até chegar à porta do Parque Nacional do Iguaçu, num trajeto que leva cerca de 30 minutos para ser percorrido. Eu conheci tudo em Foz e região de ônibus, seguindo as dicas desse post aqui: http://www.viajenaviagem.com/2014/03/foz-do-iguacu-dicas-transporte-onibus/

Ou seja, você não precisa alugar carro nem se enfiar em agência de viagem para pegar van para ir às cataratas. Vá de ônibus: é bom, tranquilo e barato.

Preço: Brasileiros pagam R$ 29,20 (adulto) ou R$ 7,90 (maiores de 60 anos de idade e crianças de 2 a 11 anos). Dica: Compre seu ingresso pela internet e evite filas no dia da visita!

Horário de funcionamento: Abre todos os dias, de 9h às 17h, inclusive domingos e feriados.